quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ANEXO 8 - TEXTO "RECONHECENDO A IDENTIDADE AFRO-BRASILEIRA"






De origem iorubá, a palavra Abayomi pode ser traduzida como meu presente ou aquela que traz minhas qualidades." (Maria Cláudia Söndahl Rebellato)
As Bonecas Abayomi, sempre negras, buscam o fortalecimento da auto-estima e reconhecimento da identidade afro-brasileira.
São feitas de sobras de panos que são amarrados, resgatando o fazer artesanal da forma mais singela, sem costuras e com o uso mínimo de ferramentas.
A história das Bonecas Abayomi, começou com Lena Martins, artesã de São Luiz do Maranhão, educadora popular e militante do Movimento de Mulheres Negras, que procurava na arte popular um instrumento de conscientização e sociabilização. Logo, outras mulheres, de várias gerações, vindas de vários movimentos sociais e culturais, aprenderam com ela, juntaram-se e fundaram no Rio de Janeiro a Cooperativa Abayomi, em dezembro de 1988, dando continuidade ao trabalho desde então.



História de Abayomi


Abayomi era uma menina de nove anos de idade, filha de ex-escravos. Ficou órfã juntamente com seus quatro irmãos menores.
Não aceitou a separação da família, o que era fato corriqueiro da época. Então, com a ajuda de seus amigos e vizinhos, confeccionava bonequinhas de retalho de pano, bonecas essas que aprendeu a fazer com sua mãe.
As bonequinhas eram negras e vestiam roupas coloridas, refletindo a origem e a cultura africana.
Com muita determinação e garra, Abayomi trabalhava com afinco, e através da venda das bonecas conseguiu dinheiro e criou seus irmãos.


Segundo a lenda Abayomi, essas bonecas foram trazidas para o Brasil pelas mães negras, vindas da áfrica e mantidas escravizadas. Elas rasgavam tiras de suas roupas, principalmente das barras das saias e, com os retalhos, faziam bonecas sem costura, apenas com nós para seus filhos brincarem.

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